terça-feira, 9 de julho de 2013

Remunerando a web

Paying for the web? - Por Lionel Dricot

Eu sei que isso parece loucura, mas eu quero contribuir com uma tentativa de um pequeno experimento. Durante um ano, você pagará pelo conteúdo que você consomir na web: artigos em blogs, música, vídeos, boas fotografias, notícias e até mesmo simples tweets! Você pagará por tudo!

O que? Pagar pela web? Sim, mas…

Há duas observações importantes. A primeira seria que você só pagaria apenas após consumir o conteúdo que tenha gostado ou avaliado como valioso. Seria como se você tivesse ido ao cinema e decidido depois se valeria a pena pagar pelo ingresso.

A segunda observação é que você sempre gastará 2€ por mês, independentemente da quantidade consumida. Ao final de um ano, este experimento terá custado apenas 24€. O interessante é que é um valor que cabe em seu bolso.

Como começar?

É fácil. Crie uma conta no Flattr e envie-lhes 24€.

flattr

Uma vez registrado no Flattr, tente encontrar um pequeno botão verde cada vez que você apreciar algum conteúdo. Se você não encontrar, não hesite em contactar o autor solicitando a inclusão de um botão do Flattr.

flattrbuttons

Mas "Flatt-ar" é quase sempre possível sem a existência explícita de um botão. Instale a extensão Flattr para Chrome ou Firefox e a logomarca do Flattr será exibida no navegador a cada vez que você visitar uma página “Flatt-ável”. Desse modo, você pode Flatt-ar tweets individuais no Twitter, vídeos no Vimeo, música no Soundcloud e Grooveshark, imagens no Flickr, 500px, Instagram e projetos de software no Github. Sim, você pode até mesmo flatt-ar um único commit no github!

flattr_extension

Se o autor do conteúdo não tiver uma conta no Flattr ainda, seu Flattr é marcado como pendente. Seu dinheiro será transferido de sua conta para a conta do autor somente quando ele solicitar os Flatrrs pendentes.

Você pode até mesmo configurar Flatt-agem automática no Grooveshark. Os artistas que você ouve durante um dados mês receberão automaticamente um Flattr naquele mês. Um serviço externo chamado FlattrStar permite-lhe, automaticamente, Flatt-ar conteúdo que você marque com uma estrela no Google Reader, Readability, Instagram, Pocket e muitos mais. É até mesmo possível Flatt-ar alguém na rua com seu smartphone! Mas vamos deixar para depois.

Ao receber Flattrs

você está apoiando o conteúdo que você gosta. Mas talvez o publicador do conteúdo seja você mesmo? Seu conteúdo pode ser Flatt-erado como qualquer outro website já mencionado. Se você tem um blog, não hesite em fazer com que cada post seja Flatt-ável.

E se você comenta neste próprio blog, não hesite em adicionar seu Flattr ID. Um comentário afinal é um conteúdo. Ele pode ser considerado útil, interessante ou engraçado para outras pessoas e valer uns Flattrs.

As desvantagens

Mesmo sendo um grande fã do Flattr, não deixo de destacar duas críticas principais que você deve estar ciente.

Primeiramente, o Flattr é um modelo proprietário e centralizado. Você tem que confiar neles. Se o Flattr se tornar um dia extremamente grande, ele terá uma quantidade enorme de poder. Eu espero ver alguns competidores e algumas alternativas distribuídas (usando Bitcoin?). Mas, nesse meio tempo, o Flattr é uma solução funcional e muito interessante.

Em segundo lugar, o Flattr fica com 10% de cada Flattr. Durante seu experimento, 2,4€ serão destinados diretamente ao Flattr. Se faz sentido ter alguma tarifa, alguns gostariam de vê-la mais baixa.

Conclusão do experimento

Reserve um ano para realizar o teste. No pior caso, você perderá apenas 24€. Perda não é uma palavra muito apropriada quando você sabe que 21.6€ irão para o produtor do conteúdo que você apreciar. Você pode testar por apenas 6 meses ao enviar 12€.

Mas se tudo correr bem, você descobrirá o simples prazer de apoiar o que você gosta na web. Você assinará algum conteúdo a fim de Flatt-ar-los durante 3 ou 6 meses. Você se verá aumentando o limite mensal para 3€, 5€ ou mesmo, se você for bem rico, o máximo de 250€.

E se sua meta de ganhar tanto quanto você gastar no Flattr lhe dá alguma motivação para criar um blog, publicar uma imagem no Flickr, músicas no SoundCloud ou vídeos no Viméo? Não tenha vergonha: se uns poucos euros lhe dão motivação, por que não os usar para soltar sua criatividade?

Disponible en français

Creative Commons License
The Paying for the web? by Lionel Dricot, unless otherwise expressly stated, is licensed under a Creative Commons Attribution 2.0 Belgium License.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Brasil desenvolve tecnologia inédita com fibra de carbono | Agência Brasil

Brasil desenvolve tecnologia inédita com fibra de carbono | Agência Brasil

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Brasil desenvolveu uma tecnologia inédita com fibra de carbono, mais barata e tão resistente quanto às comercializadas no mercado internacional. A pesquisa foi desenvolvida pelo Exército Brasileiro, em parceria com a Petrobras, e usa o piche de petróleo para a criação do material. Muito usada na indústria da aeronáutica e automobilística a fibra de carbono diminui o peso dos materiais sem perder a resistência.
A fibra de carbono de piche já é produzida comercialmente no Japão e nos EUA, porém com piche de alcatrão ou sintético (substâncias químicas puras), e com o preço de comercialização variando entre US$ 50 e US$ 1 mil o quilo. O alto custo faz com que o material, que substitui sobretudo o aço e alumínio, seja mais usado em carros de Fórmula-1, veículos de luxo, em aviões e foguetes.
De acordo com o gerente do Projeto Carbono do Núcleo de Competência para o Desenvolvimento de Tecnologia de Carbono (NCDTC) do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), Major Alexandre Taschetto, a vantagem da invenção brasileira é que os derivados do petróleo ou “fundo do barril de petróleo” não têm mercado significativo, o que ajuda a baratear a fibra de carbono brasileira e viabilizar o uso em larga escala.
“Avaliamos que a fibra de carbono de piche de petróleo brasileira pode custar entre US$ 10 a US$ 15 por quilo. A indústria automobilística avalia que se o custo da fibra estiver abaixo de US$15 por quilo já compensa substituir o aço por fibra em maiores quantidades”, explicou o major ao salientar que carros com peças de fibra de carbono têm mais eficiência energética e emitem menos poluentes que os carros com peças de aço.
Taschetto explicou ainda que, para o Exército, a nova tecnologia também é muito útil na fabricação de materiais mais leves para os soldados, “desde equipamentos individuais como capacete, armamento leve, como pistola e fuzil, até armamento pesado, como metralhadora, morteiro, além de peças para viaturas mais leves”.
A produção em escala industrial do material ainda está em estudo na Petrobas. O produto produzido em escala semi-industrial será apresentado no Congresso Mundial de Pesquisadores da Área de Carbono (Carbon 2013), entre os dias 15 e 19 de julho, no Rio de Janeiro e pela primeira vez na América do Sul. As fibras de carbono estão presentes em vários produtos como nas bicicletas, nos celulares e laptops.

 Conteúdo publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

terça-feira, 2 de julho de 2013

Celebrando o desastre no Egito



"Leave!" might have been their main slogan, but the people who took to the streets yesterday to demand the end of Muslim Brotherhood rule had clearly spent little time pondering what would happen once this regime is removed. There is at least some excuse for this, though: no one really expected Morsy to simply give up and go away. Most of the protestors were actually aiming to obtain some sort of concessions from the government -- perhaps constitutional reform or even (the wildest dream of all) an early presidential election. Unfortunately, however, they spoiled their negotiating position by failing to articulate what precisely what it was they wanted.

Extraído, em 02 de julho de 2013,  do artigo Celebrating a disaster in Egypt

 "Vá embora!" poderia ter sido o lema principal deles, mas as pessoas que saíram às ruas ontem para exigir o fim do regime Irmandade Muçulmana tinham claramente passado pouco tempo ponderando o que iria acontecer uma vez que este regime seja removido. Há pelo menos uma desculpa para isso, porém: ninguém realmente esperava que Morsy simplesmente desistisse e fosse embora. A maioria dos manifestantes foi, na verdade, com o objetivo de obter algum tipo de concessão do governo --
talvez uma reforma constitucional ou até mesmo (o maior sonho de todos) uma eleição presidencial antecipada. Infelizmente, no entanto, eles estragaram sua posição de negociação ao não articular o que exatamente queriam.